sexta-feira, 18 de maio de 2012

Irã executa homem acusado de assassinar cientista nuclear


Por  Bruno Calixto, da Época

O Irã executou, nesta terça-feira (15), o homem que foi condenado no ano passado perla acusação de assassinar um cientista que trabalhava no programa nuclear iraniano, de acordo com a agência de notícias estatal do país.

Majid Jamali Fashi, de 24 anos, foi condenado à morte em agosto do ano passado, pelo assassinato de Massoud Ali-Mohammadi, um físico iraniano que atuava na Universidade de Teerã. Segundo a agência estatal iraniana, Fashi confessou o crime. Ele teria viajado a Tel Aviv para receber treinamento da Mossad, a agência de inteligência israelense, e planejar o assassinato.

A rede de TV do Catar Al Jazeera relata que o Irã acusa Israel e os Estados Unidos de orquestrar o assassinato de seus cientistas nucleares

Irã acusa Israel e os EUA pelo assassinato de quatro cientistas iranianos desde 2010, com o objetivo de sabotar seu programa nuclear. Os países ocidentais suspeitam que programa iraniano pode ser uma tentativa de criar armas nucleares. Enquanto Israel se recusa a comentar sobre as mortes, o país considera o programa nuclear iraniano como uma ameaça. Os EUA negaram qualquer envolvimento com as mortes
O ataque mais recente a um cientista iraniano aconteceu em janeiro deste ano. O cientista Mostafa Ahmadi Roshan, de 32 anos, foi assassinado em um atentado à bomba em Teerã. Roshan era professor de engenharia química em uma universidade de Teerã e trabalhava como supervisor do centro de enriquecimento de urânio de Natanz, onde o Irã estaria, segundo as suspeitas de países ocidentais, desenvolvendo um arsenal nuclear. O Irã diz que seu programa nuclear atende apenas a fins pacíficos.

Foto: Majid Jamali Fashi, em foto durante o julgamento em agosto. Vahid Salemi/AP

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