quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Para os Sarneys e seus seguidores, “o certo é que tá errado e o errado é que tá certo”

"A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado."(Roseevelt)

A família Sarney, através de seus satélites do PIG(Partido da Imprensa Golpista), continuam diariamente a atacar o governo Flávio Dino com objetivo único de retornar ao poder. 

Atualmente se destaca nas ações do PIG denuncias e difamações sobre o trabalho da PM em relação as blitz e leilões de carros apreendidos no Detran.

Numa irresponsabilidade sem limites, a família usa o jornalismo venal para jogar parcela da população contra o governo,  parcela esta, que não quer cumprir suas obrigações, como pagamento das taxas de licenciamento e IPVA dos seus veículos.

Podemos exemplificar um ato de grande irresponsabilidade que foi do vereador de São Luís, atualmente sem partido, o Marquinhos, que acusa o governador Flávio Dino de criar "indústria de multas" para prejudicar os trabalhadores (veja aqui a matéria).

Lembremos que todas as taxas são provenientes de Leis que são regulamentadas através de Portarias e decretos. Alem das taxas, o novo Código Brasileiro, estabelece normas de conduta, infrações e penalidades para diversos usuários (veja aqui). E o leilão de carros aprendidos é de acordo com a Lei 13.160/2015 que desburocratiza os processos para o leilão(veja aqui).

Vale lembrar também que o governo atual, lançou programas para facilitar essas taxas, como o Programa de Parcelamento de Débitos Fiscais, que  dispensa 100% de juros e multa, e parcela a dívida do IPVA em até 24 vezes.(veja aqui)

Foi lançado também o Programa Moto Legal por duas edições, onde o dono do veículo paga R$ 50,00 p/ ano atrasado (veja aqui).

A população na sua maioria está observando o retorno desses impostos e repasses federais, em grandes ações governamentais, chamais feitas pela oligarquia quando estavam no poder, como parceria com as prefeituras, através do mais asfalto, escola dignas, Travessia, hospitais novos e equipados, etc.,etc.,etc....

Qual o intuito principal dessa mobilização? Desqualificar o governo, para essa parcela da população "prejudicada" com a fiscalização, nas eleições de 2018 votar neles e fazer campanha contra a reeleição de Flávio Dino.

Os factoides e difamações contra o governo atual não passa de revolta e desespero, numa abstinência profunda de querer usar o erário público para benefícios pessoais.

E o mais agravante nesse movimento de desesperados é que a forma usada, motiva as pessoas a serem fora da lei.

Portanto a frase de Roseevelt acima, cabe para os asseclas da oligarquia e esta parcela da população, terem responsabilidade e fazer o certo, e não para continuar praticando o errado, que sempre será combatido pela grande maioria da sociedade.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

136 vídeos gratuitos para aprender tudo sobre filosofia, sociologia e política


De Platão a Foucault: empresa especializada em educação produz 136 vídeos com duração de aproximadamente três minutos cada, com abordagens didáticas sobre filosofia, sociologia e política

Jéssica Chiareli, Web Stuff
A empresa especializada em educação online Macat produziu uma série de animações curtas sobre as principais teorias de grande pensadores da humanidade.
Ao todo, são 136 vídeos com duração de aproximadamente três minutos cada. Todos eles foram disponibilizados gratuitamente no canal da instituição no Youtube
Os temas abordados são bastante amplos, contemplando desde filosofia clássica, com os pensamentos de Platão e Aristóteles, até a filosofia moderna, de Michel Foucault e Judith Butler.
Além deles, as animações abordam também os principais pensamentos de Charles Darwin, em “A Origem das Espécies”; Sun Tzu, “Arte da Guerra”; Aristóteles, “Política”; Henry David Thoreau, “A Desobediência Civil”; Sigmund Freud, “A Interpretação dos Sonhos”; Virgina Woolf, “Um Teto Todo Seu”; Max Weber, “A Política como Vocação”; Thomas Hobbes, “Leviatã”; Immanuel Kant, “Crítica da Razão Pura”; Friedrich Hegel, “Fenomenologia do Espírito”; Levy Strauss, “Antropologia Estrutural”; Karl Marx, “O Capital”; Friedrich Nietzsche, “Para Além do Bem e do Mal”; Hannah Arendt “A condição Humana”; Simone de Beauvoir, “O Segundo Sexo”; entre outros.
Os vídeos estão disponíveis apenas em inglês, no entanto é possível utilizar o serviço de legendas automáticas do Youtube, que pode ser ativada no canto inferior direito da tela de reprodução.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Com Temer, Brasil passa a ter a 2ª gasolina mais cara do mundo





Gasolina brasileira já é a segunda mais cara do mundo. Desde meados de 2017, quando a Petrobras passou a reajustar os preços diariamente e o governo aumentou a carga tributária sobre o setor, os preços do combustível subiram cerca de 20% para o consumidor final

Desde meados de 2017, quando a Petrobraspassou a reajustar os preços diariamente e o governo aumentou a carga tributária sobre o setor, os preços da gasolina subiram cerca de 20% para o consumidor final.
Com o aumento, o Brasil se consolida no posto de uma das gasolinas mais caras dentre os países produtores de petróleo, enquanto União, Petrobras, distribuidoras e revendedores tentam se dissociar da escalada dos preços dos combustíveis na bomba.
Levantamento da consultoria Air-Inc, que consolida estatísticas globais de custo de vida e mobilidade, mostra que a gasolina vendida nos postos brasileiros é a segunda mais cara dentre os 15 países que mais produzem petróleo no mundo.
De acordo com a pesquisa, obtida pelo Valor, a gasolina é vendida no Brasil a US$ 1,30 por litro (considerando câmbio de R$ 3,3 e preço médio de R$ 4,28). No ranking dos maiores produtores de petróleo, só não é mais cara que o combustível vendido na Noruega.
Hoje, a estatal começa a adotar nova estratégia de divulgação de reajustes nas refinarias. A companhia passará a divulgar, junto com as variação percentual diária, o preço médio do litro da gasolina e do diesel nas refinarias. A intenção é deixar claro que os preços praticados nas refinarias correspondem a 1/3 dos preços na bomba.
Na semana retrasada, distribuidoras e postos entraram no centro de um embate com o governo, que pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possível formação de cartel no setor.
presidente Michel Temer chegou a acusar publicamente as empresas da cadeia de distribuição e revenda de não repassarem ao consumidor as baixas nos preços nas refinarias.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Com "Cabras arretados e Marias bonitas", Marambaia é campeã 2018!

Carro Abre-alas da Marambaia

Após longa espera e injustiças, a Sociedade Recreativa Escola de Samba Marambaia do Bairro de Fátima fundada em 1954, sagrou-se campeã do Carnaval Maranhense de 2018, com o enredo "Nordeste Brasileiro" e homenageou seu filho ilustre, o saudoso José Haroldo Silva de Oliveira, o Haroldão.



Com poucos recursos e tempo, menos de um mês, a escola, com a força da comunidade que trabalhou em regime de mutirão e com o criatividade do jovem que nasceu dentro da escola, o carnavalesco Dennys melodia, a Marambaia mostra que é uma agremiação carnavalesca eclética e tem poder de planejar e se adequar aos momentos de crise e sempre mostrar na avenida, suas fantasias e alegorias feitas pelo sua comunidade com grande brilho, não perdendo com isso a nenhuma outra escola.

O Grande homenageado Haroldão
O homenageado

Membro da Marambaia há mais de 30 anos que veio a falecer no final de 2017, o Haroldão sempre compôs e fez vários sambas e enredos, como "Canto do Meu Canto", "Sicletismo dos Elementos", "Igaráu, um santuário entre nós" , "De Tribuzi a São Luís, uma louvação ao carnaval" e muitas outras obras.

Haroldão, desfilando em 2017
Nasceu em 03 de Julho de 1957, Haroldão é conhecido e reconhecido por toda classe da cultura maranhense, foi presidente Municipal do PCdoB por vários mandatos, ocupava o cargo de vice-presidente da Marambaia e há mais de 30 anos organizava e convidava amigos, militantes partidário e da cultura para uma ala da escola que hoje leva seu nome com muito orgulho de seus componentes, "Ala do Haroldão"

Parabéns ao Bairro de Fátima!

Viva a Marambaia!

Viva Haroldão!

Viva Dona Célia!

Viva o carnaval Maranhense!

Veja abaixo algumas fotos da "Ala do Haroldão", onde o oficial deste blog sai a 30 anos.









quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Seita 'Traduzindo o Verbo' submete fiéis a trabalho escravo

PF cumpriu 22 mandatos de prisão preventiva

A Polícia Federal (PF) deflagrou na terça-feira (6 de fevereiro de 2017) a Operação Canaã - A Colheita Final, que investiga o envolvimento de uma seita religiosa sediada em São Paulo em crimes como aliciamento de trabalho escravo, tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e estelionato.

O nome da operação é uma referência bíblica à terra prometida


Em Minas Gerais, na Bahia e em São Paulo, 220 agentes da PF cumpriram 22 mandados de prisão preventiva, 17 de interdição de estabelecimento comercial e 42 de busca e apreensão – todos expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte.

De acordo com a polícia, os investigados, que integravam o grupo “Traduzindo o verbo – A marca da verdade”, cooptavam pessoas na capital paulista para que doassem seu patrimônio à seita. Aos fieis, prometiam que o dinheiro seria revertido no sustento de comunidades no interior, onde todos viveriam compartilhando os bens.

Em nota, a PF informa que, depois de devidamente doutrinados, os novos fiéis eram levados para as supostas comunidades, situadas em zonas rurais e urbanas em Minas Gerais, Na Bahia e em São Paulo.

As vítimas do grupo criminoso eram exploradas, sendo forçadas a trabalhar por extensos períodos em lavouras e estabelecimentos comerciais, como oficinas mecânicas, postos de gasolina, pastelarias e confecções, sem descanso ou remuneração.

De acordo com a PF, o grupo acumulou grande patrimônio e já planejava expandir suas ações para o estado do Tocantins.

A investigação começou em 2011, quando a seita estava migrava de São Paulo para Minas Gerais. Em 2013, foi deflagrada a Operação Canaã, com o objetivo de inspecionar propriedades rurais e algumas empresas urbanas. A etapa foi sucedida pela etapa De Volta para Canaã, em 2015, que resultou na prisão temporária de cinco líderes da seita.

Com foto de reprodução da TV Globo.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Religião não pode exigir que médico deixe o paciente morrer, diz hospital




“A religião, seja qual for, não pode exigir que o médico ignore as regras fundamentais de sua profissão, colaborando, com possível óbito do paciente.” 

A afirmação é do Hospital Regional de Sorriso (MT), que, em nota, informou ter feito uma transfusão de sangue em um paciente que segue a religião Testemunhas de Jeová. 



Familiares do paciente não queriam autorizar o procedimento, que é proibido em sua religião. 

Eles queriam que o hospital usasse um equipamento do SUS que evita a transfusão. 

Na nota, o hospital disse que não existe tal equipamento e que, no caso, a única solução era a transfusão, o que foi feito. 

“A liberdade de religião ou de crença não garante o direito de exigir do Estado o custeio de tratamento à saúde segundo as práticas e regras religiosas, já que o direito social à saúde se destina a garantir às pessoas e à coletividade condições igualitárias”, afirmou a nota assinada pela diretora-geral Luciele Fernanda Benin. 

O paciente, que tinha sofrido um acidente de trânsito, passa bem.



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Mulher de minissaia pode ser culpada por assédio, diz Defensor Público


Defensor Público Geral de Pernambuco, Manoel Jerônimo afirmou que a vestimenta de uma mulher é parte de um simbolismo que “diz muito para fins de processo, para fins de condenação ou absolvição no campo criminal”. A declaração foi feita em 11 de janeiro, em uma entrevista à Rádio Recife, quando o defensor comentava sobre casos de assédio e estupro.
Na entrevista, Jerônimo – que também é vice-presidente do Colégio Nacional de Defensores Gerais – declarou que “um local de muita movimentação, uma mulher estar de minissaia, a mulher fica sujeita a uma pessoa interpretar que ela está seduzindo ou por ventura dando oportunidade para uma paquera, um namoro e quem sabe até algo mais sério”.
De acordo com o defensor, seria importante então que a mulher demonstrasse “de forma simbólica, que não está ali para nenhum tipo de paquera e as vestes demonstram muito isso”.

Repúdio

Após a entrevista, a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares manifestou-se, em nota, repudiando as declarações do Defensor. “Diferentemente do que afirma o Defensor Público ao declarar que as vestes servem como ‘simbolismo’ da vontade da mulher – anulando a autonomia e capacidade das mulheres falarem –, é fundamental que se ensine aos meninos e homens que não há outra forma para se saber sobre a vontade da mulher além da afirmação positiva, consciente e sóbria sobre seus desejos e suas vontades. Não é não e a ausência de sim também é não”, diz a nota.
No documento, os advogados criticam a culpabilização da vítima, considerando que “é apenas mais uma das várias ferramentas de manutenção do sistema do patriarcado, o qual exerce controle territorial sobre os corpos das mulheres (…)”.
O liberalismo penal reforçado pelo Defensor Público Geral de Pernambuco se funda em vieses claramente patriarcais e opressores e revela o quão entranhada nas instituições públicas a cultura do estupro ainda está”, afirma a nota.
Leia a nota na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO CONTRA AS DECLARAÇÕES DE MANOEL JERÔNIMO, DEFENSOR PÚBLICO GERAL, EM ENTREVISTA CONCEDIDA À RADIO RECIFE EM 11 DE JANEIRO DE 2018
Em 11 de janeiro de 2018, o Defensor Público Geral Manoel Jerônimo, em entrevista concedida à Rádio Recife, ao comentar sobre os casos de assédio e de estupro contra as mulheres, afirmou que “um local de muita movimentação, uma mulher estar de minissaia, a mulher fica sujeita a uma pessoa interpretar que ela está seduzindo ou por ventura dando oportunidade para uma paquera, um namoro e quem sabe até algo mais sério. Então é importante que ela demonstre, de forma simbólica, que não está ali para nenhum tipo de paquera e as vestes demonstram muito isso. […] O simbolismo do vestir diz muito para fins de processo, para fins de condenação ou absolvição no campo criminal”.
Com essas palavras, o Chefe da Defensoria Pública do Estado considera que, em caso de crime sexual, a vestimenta que a mulher utilizava no momento da agressão deve ser levada em consideração pelo juiz para fins de diminuição da pena e até para fins de absolvição do agressor, em um claro movimento de culpabilização da própria vítima pela violência sofrida.
As declarações do Defensor, embora chocantes, não são isoladas no Brasil. Em um país que no ano de 2017 contou com cerca de 135 estupros diários, dos quais 10 deles são casos de estupros coletivos (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Ministério da Saúde), vários juristas ainda defendem o judiciário enquanto instrumento de controle sexual/patrimonial do corpo e da vida das mulheres. Esquecem-se, no entanto, que muito mais importante do que regular as vestes das meninas, adolescentes, jovens, adultas e idosas estupradas, é educar os homens a respeitarem a liberdade sexual e a dignidade de todas as mulheres e a entenderem que ROUPAS NÃO FALAM.
Diferentemente do que afirma o Defensor Público ao declarar que as vestes servem como “simbolismo” da vontade da mulher – anulando a autonomia e capacidade das mulheres falarem –, é fundamental que se ensine aos meninos e homens que não há outra forma para se saber sobre a vontade da mulher além da afirmação positiva, consciente e sóbria sobre seus desejos e suas vontades. Não é não e a ausência de sim também é não.
A culpabilização da vítima é apenas mais uma das várias ferramentas de manutenção do sistema do patriarcado, o qual exerce controle territorial sobre os corpos das mulheres, tudo com a finalidade de decepar desde cedo a autonomia da mulher, mantendo-a longe dos espaços públicos e, portanto, dos espaços de tomada de decisões políticas, econômicas e sociais as quais regem suas próprias vidas.
É preciso, portanto, denunciar as violências contidas nos discursos produzidos no campo penal, inclusive aqueles discursos pretensamente voltados para a defesa das garantias. O processo de construção do discurso jurídico, por parte de doutrinadores e de atores que operam na prática o sistema de justiça criminal (sujeitos masculinos), não se dá de forma neutra. O liberalismo penal reforçado pelo Defensor Público Geral de Pernambuco se funda em vieses claramente patriarcais e opressores e revela o quão entranhada nas instituições públicas a cultura do estupro ainda está.
Apesar das forças machistas, misóginas e violentas que rondam o mundo do Direito e as vidas de todas as mulheres, permaneceremos a nadar de mãos dadas em direção a um mundo em que as mulheres possam usar a roupa que quiserem, andar a hora que quiserem na rua, com ou sem acompanhante, sem medo de serem agredidas, violadas e estupradas por homens que sairão livres das acusações em razão das ideias defendidas pelo Defensor Público e por tantas outras pessoas na sociedade.
A culpa nunca é da vítima.
Juntas somos mais fortes.
(Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares – RENAP-PE)

Outro lado

Ao responder a matéria do Justificando, o Defensor Público Geral Manoel Jerônimo afirmou que:
Em resposta a matéria publicada neste site, intitulada “Defensor Público diz que mulher de minissaia está dando oportunidade para assédio”, esclareço os seguintes pontos:
1) Em respeito a todas as mulheres peço desculpas por algumas afirmações, mesmo que colocadas fora de contexto, feitas por mim, em entrevista concedida a Rádio Recife no dia 11/01/2018. Em nenhum momento meu objetivo foi direcionar a mulher a culpabilidade por qualquer crime que ela venha a ser vítima.
2) Em toda minha carreira, seja como advogado ou servidor público, sempre promovi ações afirmativas em favor das mulheres. Aqui em Pernambuco, a frente da Defensoria Pública, temos uma gestão de maioria feminina, inclusive com sua expressiva maioria ocupando cargos de confiança e direção (70% a 30%).
3) É do conhecimento público a pauta de conduta cidadã que tenho observado no exercício do cargo de Defensor Público-Geral do Estado de Pernambuco, como servidor público, respeitando os princípios do Estado Democrático de Direito. Afirmo que, em minha convicção, a mulher detém pura e total liberdade para ser e vestir o que quiser e quando quiser – tudo de acordo com a sua forma de se identificar.
4) Do ponto de vista da gestão e combate a violência contra a mulher, criamos um núcleo específico para tratar do tema, lutando por políticas públicas em favor das mulheres, inclusive das segregadas de liberdade, o que nos garantiu a indicação ao prêmio INNOVARE, onde concorremos ano passado.
5) Por fim, mais uma vez, peço desculpas pelas declarações feitas e reafirmo que não tive em momento algum a pretensão de expressar qualquer forma de preconceito contra as mulheres.
Manoel Jerônimo
Defensor Público-Geral do Estado”.

E se a professora do seu filho fosse uma travesti?

Texto de Ana Flor Fernandes Rodrigues para as Blogueiras Feministas.
O título desse texto surgiu de questionamentos e inquietações que tenho feito cotidianamente desde que iniciei o curso de pedagogia na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Não obstante, do medo que parece existir quando LGBTs, neste caso específico travestis, adentram o campo minado da educação e miram na probabilidade de construir processos de ensino e aprendizagem junto aos filhos de outros.
Antes de tudo, gostaria de destacar que esse é um escrito cheio de sensações. É impossível falar dos filhos, de crianças, sem lembrar como para muitas de nós os muros das escolas se mostraram ambientes violentos. Foi no espaço escolar que aprendemos, muitas vezes, a criar mecanismos de proteção e sobrevivência. Quem diria que, algum dia, estaríamos nela novamente, mas dessa vez enquanto professoras dos filhos daqueles que de lá tentaram nos expulsar?
Pensar travestis sendo professoras é compreender que nós podemos seguir roteiros diferentes dos quais fomos submetidas. Não quero dizer com isso que existe uma regra ou um manual, mas que existem possibilidades de criar novas narrativas que abarquem o chão das escolas e os filhos de vocês. É proporcionar uma didática que se faça inclusiva, trabalhando as diferenças e o diálogo.
Tenho pontuado nos textos que escrevo que é necessário nos dar oportunidades para que uma mudança aconteça. Se não essa mudança, uma tentativa da mesma. Nós faremos, de alguma forma, parte da arquitetura da vida dos seus filhos, mesmo que esse não seja um desejo da grande maioria. Afinal, não se pode escrever qualquer linha sem esquecer como o Brasil é um país líder em transfobia.
O saber docente nos permite desfrutar de muitas coisas. Duas delas é aprender e diversificar o ensino. Com vocês, conosco, com os nossos filhos e os filhos dos seus filhos. Travestis, cada vez mais, mesmo que timidamente, estão escolhendo o tablado da educação como artificio de um novo hoje e um outro amanhã. Isso, quem sabe, significa que estamos percebendo que essa é uma “ferramenta” que pode nos fornecer subsídios.
As problemáticas que ligeiramente tento flexionar nesse curto texto em breve serão outras, espero. Assim como também espero muitas travestis gestoras, secretárias de educação, acadêmicas que debatem currículo e, por fim, professoras. Outrora, cogito que talvez os filhos de vocês, caso construam saberes junto ás professoras que são travestis, possam se edificar sujeitos que não mais nos coloquem às margens de uma sociedade transfóbica, mas que contribuam para um ensino democrático.
Também escrevo por acreditar que um dia, no jardim das delicias e dos prazeres, o fato de uma travesti professora não se fará um tabu ou um processo judicial; ou que os filhos de vocês precisem trocar de escola por muito mais vontade dos pais e familiares do que deles próprios.
Assim sendo, sinalizo mais uma vez que hoje, mais do que nunca, temos a oportunidade de estruturar novas perspectivas. Logo, nos convido para uma simples ou profunda reflexão a depender de quem ler e como ler: e se a professora do seu filho fosse uma travesti?
Autora
Ana Flor Fernandes Rodrigues, 21 anos. Graduanda em Pedagogia na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Estagiária em Assistência Pedagógica na Organização Galera da Redação. Estuda e Pesquisa em temas relativos à gênero e sexualidade. Modéstia parte, uma travesti muito bonita! Militante por direitos para travestis e pessoas trans.
Créditos da imagem: Ana Flor Fernandes Rodrigues, foto pessoal.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ei você, ô classe média que ganha 5 ou 6 paus por mês.


Ei você, ô classe média que ganha 5 ou 6 paus por mês.

Tu tá achando que é rico? Tu tá maluco, parceiro?

Tu é fudido também, igualzinha à tia da faxina, igualzinho ao camarada da obra, igualzinho ao lixeiro. 

Tu compra carro financiado; no final dos 48 meses, você pagou três carros pro Itaú. E um carrinho popular, merda. 

Tu vai pra Disney, ô vacilão, parcelando a viagem em 12 meses no cartão de crédito. E ainda enche o facebook com um monte de foto com o Harry Potter.

Se não bastasse ser fudido iludido, tu ainda é cafona. Puta que o pariu!

A tua casa não tá quitada não; você vai pagar a prestação da Caixa nos próximos vinte anos. E logo depois você vai morrer. 

Isso mesmo, quando quitar a casa própria você vai tá pertinho de morrer.

Sabe por que? Porque tu é fudido também, igual a mim, igual a qualquer outro trabalhador que vive de salário.

É assim que funciona: se vive de salário é pobre, é fudido.

Tu se acha elite mesmo, cara? Fica aí xingando o Lula, chamando o cara de analfabeto.

Inteligentão você, leitor, erudido, intelectual. Prêmio Jabuti.

Ah, vá pa porra!

Rapaz, vou te dizer: rico, rico mesmo é quem vai no Fasano e gasta 12 mil num jantar. 

Tu tem ideia do que é isso? Tu não ganha isso em dois meses.

O máximo que tu consegue é ir no Rodízio do Porcão, lá no NorteShopping, e só na primeira semana do mês.

Aí tu fica se achando, falando mal da galera do bolsa família.

Os ricos tão cagando pra você, ô babaca. Eles querem é tirar tua aposentadoria, economizar em cima do seu lombo.

Esses caras colocam grana na bolsa de valores e ficam especulando, não produzem porra nenhuma. É uma parada meio casa de aposta, saca? 

Eles ficam lá no charutão, apostando e desapostando. E advinha só quem é o cavalo pangaré? 

Você!

Esses caras têm tanta grana, mas tanta grana, que eles fazem suruba em Iate no Mediterrâneo, mandando trazer puta da Sicília.

Babaca.

Aí tu fica aí dando PI-TI, com papo de corrupção pra cá e corrupção pra lá, reproduzindo um monte de mentira, falando um monte de groselha.

Jura que tu ainda tá na onda de dizer que o Lulinha é dono da friboi?

Deixa eu te explicar uma coisa, cara, no papo reto: MAIS-VALIA TAMBÉM É ROUBO!

A MAIS-VALIA É A MÃE DE TODA CORRUPÇÃO!

Sabe o que é mais valia?

Rapidinho: do dia 01 ao dia 30, você produz 50 mil em riquezas. 

Copiou?

Desse montão de dinheiros, só uma merreca de 5 mil vem pro teu bolso. 

Os outros 45 é MAIS-VALIA, vai tudo pro bolso dos caras que você tá defendendo quando chama os grevistas de vagabundo e apoia a reforma da previdência.

Se manca, rapaz. Te enxerga.

Na fila do abatedouro, você é gado magro, vale quase nada. 

Por Luis Fernando

Exportação da Cachaça se mantem em crescimento

O ano de 2017 foi um ano muito bom para a Cachaça, que apesar da crise, o ritmo de exportação permaneceu em alta em relação ao ano anterior. Foi registrado uma alta de aproximadamente 11% em Dezembro/17 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Saindo de um patamar inferior registrado em 2015 como o fundo do posso a alta nos envios nesses dois anos foi de aproximadamente 19%. O salto de 2016 para 2017 foi de aproximadamente 14%, tornando o faturamento nesses dois anos para cerca de R$ 16 milhões.
exportação-de-cachaça-1
Claramente é uma notícia que nos alegra, porém os registros dos anos de 2010, 2011 e 2014 foram os melhores até hoje. Mas apesar de não ter sido o melhor resultado o ano de 2017 surpreendeu, pois, o país enfrentou um ano muito conturbado perante a economia mundial e política.
Entretanto os produtores e defensores da Cachaça acreditaram que seria possível contornar a situação e não cessaram os esforços, trabalharam bastante, investiram em tecnologia, apresentação do produto, no controle de qualidade e no marketing.
Tomando como referência o destilado mexicano, a Tequila, que segundo o Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços em 2015 gerou um faturamento de cerca de 2,3 Bilhões de dólares com as suas exportações.
Como demonstrativo do crescimento das exportações da Cachaça, os EUA assumiram o topo do ranking como 18% na participação total das exportações, seguido de 17% dos Alemães. No entanto houve redução da exportação para o Uruguai, deixando por conta de Paraguai, França e Portugal ficarem entre os 5 maiores importadores de Cachaça.
Confira abaixo o TOP 20 exportações de Cachaça
1º EUA 18%
2º Alemanha 17%
3º Paraguai 12%
4º França 7,2%
5º Portugal 6,7%
6º Bolívia 5,2%
7º Espanha 5,1%
8º Itália 4,9%
9º Reino Unido 4,1%
10º Uruguai 2,9%
11º Holanda 2%
12º Angola 1,8%
13º Bélgica 1,4%
14º Chile 1,3%
15º Suíça 1,2%
16º Argentina 1,1%
17º Turquia 0,86%
18º Japão 0,78%
19º África do Sul 0,63%
20º China 0,44%
O investimento nas linhas Premium trouxeram novas oportunidades no mercado americano e nos demais, pois os consumidores estão cada dia mais preocupado com o que consomem, que implica diretamente em arcar com os preços de produtos que eles tem certeza que são de boa procedência, que tem controle de qualidade e sua produção seja com insumos de qualidade e cada vez mais naturais, isso implique que os consumidores estão buscando uma sensação de bem estar e satisfação ao consumirem produtos de alta qualidade.
Logo podemos dizer que os produtores encontraram a veia para atingir em cheio o mercado gringo, as Cachaças com valores agregados e as linhas mais luxuosas tem atraído os consumidores pela sua autenticidade, os produtos orgânicos pela preocupação ambiental e o cuidado com a natureza. Basicamente a Cachaça, um produto brasileiro está sendo valorizado por seus métodos e tradições.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Venezuela e o mico da mídia e do MBL

Por Altamiro Borges
No seu ódio à “revolução bolivariana”, a imprensa brasileira – que parece uma sucursal rastaquera da mídia imperial dos EUA – já divulgou incontáveis mentiras sobre a Venezuela. Quase diariamente os jornalões e as emissoras de rádio e tevê destilam o seu veneno contra o país vizinho. A Folha, que apoiou os dois últimos golpes no Brasil (1964 e 2016) e respaldou o regime militar e a quadrilha de Michel Temer, até decidiu rotular o governo de Nicolás Maduro de “ditadura” – apesar das inúmeras eleições ocorridas desde a chegada de Hugo Chávez ao poder. Já o Jornal Nacional, da golpista TV Globo, é o campeão na prática do “jornalismo de guerra” contra a Venezuela. Esta obsessão doentia, porém, costuma produzir algumas cenas risíveis – como o recente caso do brasileiro Jonatan Diniz.
Ainda não se sabe ao certo se o gaúcho de 31 anos que mora em Los Angeles (EUA) é mercenário, agente da CIA, vigarista ou doente mental. Mas ele conseguiu desmoralizar ainda mais a mídia nativa e os grupelhos fascistas chocados por ela – como o Movimento Brasil Livre (MBL). Jonatan Diniz, que se diz criador de uma ONG que arrecada doações para crianças famélicas, foi preso na Venezuela sob a acusação de práticas criminosas. De imediato, a TV Globo e o restante da imprensa colonizada – que sempre trataram com naturalidade a miséria de milhões de crianças brasileiras – iniciaram uma campanha pela libertação do sujeito. Esta ação “humanitária” quase agravou ainda mais as já tensas relações diplomáticas entre os dois países.

Após passar 11 dias na cadeia e ser deportado para os EUA, o pilantra divulgou um vídeo na internet confessando que foi ao país com a intenção deliberada de ser preso para impulsionar a arrecadação financeira da sua desconhecida ONG. “Eu planejei ir para a Venezuela, chamar atenção e ser preso... Queria essa repercussão para vocês prestarem atenção, tem criança morrendo. Graças a Deus não fizeram nada de mau comigo, e o plano deu absolutamente certo”, afirma o sorridente Jonatan Diniz no vídeo. Ele ainda aproveita para ironizar o papel da imprensa como promotora de escândalos. “Porque quanto mais notícia ruim, a gente cria má vibração no planeta, cria uma realidade estúpida”.

A mídia nativa e seus jagunços de plantão, como Danilo Gentili e Rachel Sheherazade, ainda não fizeram autocrítica do mico monumental, do vexame que entra para os “anais” do jornalismo. Já os fedelhos do MBL até agora tentam se justificar para os seus seguidores fanáticos – inclusive os otários que fizeram doações à ONG de mentirinha. Em postagem nas redes sociais, o grupelho alega que foi enganado pelo “psicopata”. “O MBL vem por meio desta pedir desculpas a seus seguidores por tê-los envolvido na campanha para libertar um charlatão desonesto que envergonha o país... E lamenta pelo incansável trabalho dos ativistas que batalharam durante o Natal e o ano novo divulgando a arbitrariedade cometida pela ditadura de Maduro”. Patético!

Em tempo: Quem também caiu como gaita na pegadinha foi a advogada reprovada Janaina Paschoal, aquela que entrou em transe no processo de impeachment de Dilma Rousseff e depois foi cuidar dos banheiros públicos para ajudar o “prefake” de São Paulo. Em seu Twitter, ela atacou Nicolás Maduro e rosnou: “Onde estão os defensores dos direitos fundamentais? Ah! Esqueci! Eles não se importam quando os abusos são praticados por ditadores amigos! Tem um brasileiro sequestrado na Venezuela e ninguém fala nada”. Ela é quem devia, mais uma vez, ficar calada! Também a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Balneário Camboriú (SC) fez papel de otária. Em nota divulgada na quinta-feira (11), ela lamentou o episódio e criticou a atitude "egoísta, vaidosa, irresponsável, desnecessária e desrespeitosa" de Jonatan Diniz.